Filosofia da Filosofia
Autor: Alysomax Soares
Introdução ao tema
A chamada “metafilosofia”, conhecida também como “filosofia da
filosofia” é uma área do saber filosófico que busca investigar o que é a filosofia
e problematizar as questões relativas à filosofia, enquanto área do
conhecimento. A filosofia da filosofia é a investigação crítica da natureza,
dos fundamentos, dos métodos, dos objetivos e dos limites da própria filosofia.
A teoria do conhecimento trabalha com a ideia de que o ser humano pode chegar
ao conhecimento de algo por meio dos seguintes saberes: teológico, intuitivo,
empírico, filosófico e científico. A filosofia tem uma ramificação muito ampla,
tendo como principais áreas de seu objeto de estudos a filosofia moral, a metafísica,
a teoria do conhecimento, a filosofia política, a lógica e a estética. Além
disso, relaciona-se também com a gnosiologia, com a epistemologia e com a filosofia
da ciência.
A filosofia pode ser entendida como o estudo crítico e racional de
questões fundamentais sobre o conhecimento. A filosofia, ao discutir um
problema, busca realizar uma análise reflexiva, introspectiva, extrospectiva,
crítica, sistematizadora e problematizadora do fenômeno investigado. Todo
conhecimento científico precisa da filosofia para consolidar seu
desenvolvimento, por isso, a filosofia, é muitas vezes descrita como a mãe das
ciências. Ela busca compreender o conhecimento humano em suas partes,
singularidades e totalidades.
Cada época construiu um conceito de filosofia que se modificou ao longo
do tempo, podendo ser pontuado que a filosofia, além de complexa, também é
dinâmica. As definições construídas ao longo da história muitas vezes redefinem
ou complementam novas conceituações. Pensadores renomados colocaram a Grécia
antiga como a criadora da filosofia, porém essa interpretação é rebatida por
alguns pesquisadores, que consideram essa visão eurocêntrica, eles esclarecem
que os gregos apenas nomearam a concepção de filosofia e construíram uma ideia
de filosofia à sua maneira. Para lançar mais luz a essa questão, alguns
conceitos e definições serão abordados e apresentados com a finalidade de
evidenciar uma visão mais holística da filosofia.
Filosofia Primitiva
A filosofia na Mesopotâmia Antiga desenvolveu-se por meio das reflexões
dos povos que habitaram a região localizada entre os rios Tigre e Eufrates,
onde atualmente se encontra principalmente o Iraque. Entre os principais povos
mesopotâmicos estavam os sumérios, acádios, babilônios e assírios. O pensamento
mesopotâmico estava profundamente ligado à religião, aos mitos, à observação da
natureza e à organização da sociedade. Procurava compreender a origem do mundo,
o funcionamento da natureza, o destino humano e a relação entre os seres
humanos e os deuses. Seu sistema de pensamento contribuiu significativamente
para o desenvolvimento da matemática, da astronomia, do direito e das primeiras
reflexões sobre a existência humana.
A importância do pensamento mesopotâmico está em suas primeiras
tentativas de compreender o universo, explicar a existência humana, organizar a
vida coletiva e estabelecer princípios de justiça. A filosofia na Mesopotâmia
Antiga caracterizou-se pela união entre religião, mitologia, observação da
natureza e reflexão sobre a existência. Por meio de obras como a Epopeia de
Gilgamesh, do poema Enuma Elish e de suas tradições jurídicas e astronômicas,
os mesopotâmicos desenvolveram formas de compreender a origem do universo, a
mortalidade, a justiça e a organização social. Seu legado demonstra que o ser
humano já procurava respostas para grandes questões da existência, bem antes do
surgimento da filosofia grega.
Os chineses antigos tinham uma concepção de filosofia muito ampla. Contudo,
eles estabeleciam uma relação entre teologia, política e filosofia. Um conceito
fundamental visto como “tian”, isto é, “mandato do céu”, era
entendido como a ideia de que a realidade possuía uma ordem moral que os seres
humanos deveriam compreender e respeitar. Juntamente a esse conceito, relacionava-se
a noção de “Yin e Yang” que representava a complementaridade e o equilíbrio
de tendências opostas ou diferentes que participavam dos processos de transformação
natural. Desse modo, a realidade poderia ser compreendida por meio da interação
e da mutação de tendências diferentes.
O “Dao ou o Tao”, também chamado de caminho do meio, deu
origem à filosofia do taoísmo, que pregava a ideia de que viver bem exigia
compreender o curso das coisas e evitar ações desnecessariamente contrárias à
dinâmica da realidade. Paralelamente ao taoísmo, surgiu o confucionismo em
outra região da China, defendendo a importância da educação, da virtude, do
respeito, dos ritos e das responsabilidades sociais. Considerava que o
aperfeiçoamento moral das pessoas contribuía para a construção de uma sociedade
mais justa e organizada. Seu foco principal era a formação ética do indivíduo e
a qualidade das relações humanas. Essas concepções contribuíram para o
desenvolvimento posterior de uma filosofia preocupada com a ética, a política e
a harmonia entre o mundo humano e o universo. Sua contribuição filosófica
consistia em relacionar o exercício do poder à responsabilidade moral. Por
isso, a filosofia chinesa da antiguidade mantinha uma forte relação entre moralidade,
natureza e poder político.
A filosofia indiana surgiu na Antiguidade, no território da Índia, e
desenvolveu-se principalmente a partir das tradições religiosas, dos
questionamentos sobre a existência humana e da busca pelo conhecimento e pela
libertação espiritual. Suas origens estão relacionadas aos textos sagrados dos
Vedas, que foram produzidos ao longo do segundo milênio a.C. A filosofia
indiana dedicou grande atenção à relação entre o ser humano, a realidade, a
consciência, o sofrimento e a dimensão espiritual da existência cósmica. Desenvolveu
diferentes escolas de pensamento, que apresentavam interpretações variadas
sobre a realidade e a libertação humana. O sistema filosófico indiano influenciou
várias correntes de pensamento, como o hinduísmo, o budismo e o jainismo.
A filosofia indiana contribuiu para o desenvolvimento de reflexões sobre
a consciência, a ética, a natureza da realidade e o sentido da existência. Suas
tradições influenciaram profundamente a cultura e a espiritualidade asiáticas. A
filosofia indiana na Antiguidade foi uma das grandes tradições intelectuais da
humanidade. Por meio dos Vedas, das Upanishads e de escolas como o budismo e o
jainismo, os pensadores indianos buscaram compreender a realidade, explicar o
sofrimento e encontrar caminhos para uma vida mais consciente e equilibrada.
Seu legado demonstra que diferentes civilizações desenvolveram formas próprias
de investigar as grandes questões da existência humana.
A filosofia no Egito antigo articulava conhecimentos práticos,
ensinamentos morais, crenças religiosas e reflexões sobre a existência humana. Um
dos conceitos mais importantes desse pensamento era o de Maat, que
representava a verdade, a justiça, o equilíbrio, a harmonia e a ordem
universal. Os egípcios argumentavam que a sociedade e o universo deveriam
permanecer em equilíbrio. Eles acreditavam na continuidade da existência depois
da morte física e consideravam importante viver de maneira justa para alcançar
uma condição favorável no além. Essa crença influenciou suas práticas
funerárias, a mumificação e a produção de textos religiosos, como o chamado
Livro dos Mortos.
O pensamento egípcio também valorizava a sabedoria, a prudência, o
respeito aos mais velhos, a moderação e o bom comportamento. Esses ensinamentos
apareciam em textos conhecidos como Instruções de Sabedoria, nos quais mestres
e autoridades transmitiam orientações sobre como agir corretamente, governar,
conviver em sociedade e tomar decisões. A filosofia no Egito Antigo foi uma
forma de pensamento que procurava compreender a ordem do universo, orientar a
conduta humana e estabelecer uma convivência social justa e harmoniosa. Sua
principal característica foi a integração entre religião, moral, conhecimento
prático e reflexão sobre a vida e a morte.
O Despertar da Filosofia
Os primeiros filósofos gregos, conhecidos como pré-socráticos, compreendiam
que filosofar significava, sobretudo, investigar racionalmente a realidade,
procurar as causas dos fenômenos e descobrir o princípio fundamental que
organizava o universo. Por isso, muitos deles ficaram conhecidos como filósofos
da natureza. Do ponto de vista literal, a filosofia é definida etimologicamente
como “amor à sabedoria”. Contudo, essa definição clássica é vista por muitos
estudiosos como uma visão superficial da filosofia, sendo sua conceituação algo
bem mais profundo e mutável. Embora Tales de Mileto seja muitas vezes descrito
como o primeiro filósofo da Grécia Antiga, credita-se a Pitágoras a concepção
do termo “filosofia”, tendo ele provavelmente chegado a essa definição por
influência de uma pensadora famosa em seu tempo, conhecida por Temistocleia de
Delfos. Ela teria ensinado muitas coisas a Pitágoras, levando-o a chegar à
conclusão, sob a influência dela, de que ele seria apenas um amigo do saber. Portanto,
para os pré-socráticos, filosofar significava, além de investigar racionalmente
a realidade, buscar compreender sua origem, seus princípios, sua estrutura e
suas transformações.
Na era clássica, foi que a filosofia ensaiou seu primeiro processo de
sistematização. Sócrates buscou relacionar o filosofar com a ideia de
autoconhecimento. Para ele, filosofar era questionar, reconhecer a própria
ignorância e buscar, por meio do diálogo e da razão, o conhecimento seguro para
se obter uma vida virtuosa. A filosofia, então, não seria apenas um
conhecimento teórico, ela deveria contribuir para que o indivíduo buscasse
viver melhor e de maneira moralmente correta. Para seu discípulo Platão, a
filosofia era uma constante busca pela verdade e pelo conhecimento verdadeiro.
Ele explicava que filosofar seria buscar, por meio da razão, ultrapassar as
aparências e alcançar o conhecimento da verdade e das realidades inteligíveis,
ou seja, a busca pela contemplação de ideias. Posteriormente, outro grande
pensador conhecido como Aristóteles pontuou que o conhecimento filosófico se
inicia com a admiração e o espanto diante da realidade. Desse modo, o ser
humano observa o mundo e procura compreender por que as coisas são como elas
são. Ele desenvolveu uma concepção mais sistemática da filosofia. Portanto,
pode-se concluir que, para os pensadores clássicos filosofar seria investigar a
realidade visando entender seus fundamentos.
Na fase helenística, o filósofo Epicuro buscou definir a filosofia como
sendo uma atividade prática capaz de conduzir o ser humano à felicidade e à
ausência de perturbação da alma, também chamada de ataraxia. Segundo ele, a
filosofia era um exercício para alcançar uma vida feliz e tranquila. Paralelamente,
os pensadores estoicos buscaram definir a filosofia como a arte do bem viver.
Desse modo, o ser humano deveria controlar suas atitudes, procurando dominar
suas paixões para alcançar uma vida virtuosa. Por isso, segundo eles, filosofar
era aprender a viver.
Para os céticos dessa época, a filosofia seria uma investigação contínua
da realidade, entretanto como o homem não era capaz de explicar tudo, deveria
suspender o juízo nos casos em que não tivesse plena certeza do fenômeno
investigado. Nesse contexto, o filosofar seria investigar, questionar e
suspender o julgamento diante daquilo que não poderia ser conhecido com
absoluta segurança. Logo após, a escola Cínica procurou construir uma ideia de
filosofia que buscasse viver de maneira simples e independente, baseada na
liberdade, na autossuficiência e na rejeição das convenções sociais
consideradas antinaturais. Dessa maneira, filosofar era viver de acordo com a
natureza, libertando-se das convenções e necessidades artificiais.
O Desabrochar da Filosofia
Para a maioria dos pensadores medievais, filosofar era buscar
racionalmente a verdade, compreender a realidade e aproximar-se de Deus por
meio da razão, sem necessariamente considerar a razão como algo superior à fé. Agostinho
de Hipona entendia a filosofia como uma busca pela verdade e pela sabedoria,
sendo a verdadeira sabedoria aquela que conduz o ser humano a Deus. Para ele,
filosofia e religião não eram necessariamente opostas. A razão poderia auxiliar
na compreensão das verdades da fé. Nesse sentido, ele dizia: “Crê para
compreender e compreende para crer”.
Para Avicena, a filosofia era uma forma de conhecimento racional que
permitia ao ser humano investigar as causas e os princípios fundamentais de
tudo o que existe. Ele acreditava que, por meio da razão e da investigação
intelectual, era possível compreender a natureza, a existência dos seres e a
relação entre o mundo e Deus. Já o pensador Averróis conceituava a filosofia
como o estudo racional da realidade, especialmente por meio da lógica e da
investigação das causas naturais. Para Averróis, a filosofia era uma atividade
racional que permitia investigar a realidade e aprofundar a compreensão da
verdade, sem necessariamente entrar em conflito com a religião.
Pedro Abelardo, outro filósofo medieval, utilizou a ideia de razão, da
dúvida e da investigação racional como instrumentos de compreensão da
realidade. Para ele, questionar não significava necessariamente negar a fé. A
dúvida poderia ser um instrumento para alcançar uma compreensão mais profunda. O
fundador do tomismo, conhecido como São Tomás de Aquino defendia a tese de que
existem verdades que podem ser alcançadas pela razão “natural” e outras que
dependem da revelação “divina”. Enquanto isso, para Guilherme de Ockham, era
necessário distinguir aquilo que poderia ser conhecido pela experiência e pela
razão, daquilo que pertenceria à fé e à revelação. Compreende-se que, nessa
fase, a filosofia e a teologia tiveram forte relação, mantendo, entre si, influências
recíprocas.
O Florescimento da Filosofia
René Descartes explicava que filosofar significava buscar conhecimentos
seguros por meio da razão, colocando em dúvida aquilo que pudesse ser
questionado. Utilizava a dúvida metódica, isto é, duvidar das crenças e
conhecimentos que não apresentam certezas suficientes. Para ele, a filosofia
seria uma investigação racional que buscava alcançar conhecimentos verdadeiros
e seguros. Segundo Francis Bacon, o conhecimento não deveria permanecer apenas
no campo da especulação. Era necessário observar, experimentar e investigar a
natureza. A filosofia deveria investigar racionalmente a realidade e produzir
conhecimentos capazes de ampliar o domínio humano sobre a natureza. Sua
filosofia influenciou o desenvolvimento do método experimental e da ciência
moderna.
O filósofo Thomas Hobbes compreendia a filosofia especialmente pela
investigação das causas e consequências dos fenômenos. Para Hobbes, filosofar
significava compreender racionalmente como as coisas acontecem e quais são suas
causas. Já o pensador John Locke deslocou a atenção filosófica para o problema
do conhecimento humano. Segundo ele, a filosofia seria uma investigação crítica
sobre a origem, a possibilidade e os limites do conhecimento humano. O
racionalista Leibniz defendia que a filosofia deveria buscar os princípios
fundamentais da realidade, ou seja, a investigação dos fundamentos últimos das
coisas. Enquanto isso, o empirista David Hume advertia que a filosofia era uma
investigação crítica da experiência humana e dos “limites” do conhecimento. O
teórico Kant argumentava que a filosofia era uma reflexão crítica e racional
sobre o conhecimento, a moral, a liberdade, a existência e as “condições” da
razão humana. Nesse sentido, a filosofia moderna transmutou uma conceituação de
que a filosofia seria a busca racional, empírica e crítica da origem, dos fins
e dos fundamentos do conhecimento.
O Desenvolvimento da Filosofia
Para Hegel, a realidade não é estática, ela se desenvolve por meio de
contradições e transformações. A filosofia procura compreender racionalmente
esse processo. Portanto, filosofia seria a compreensão racional do movimento e
do desenvolvimento da realidade histórica. O filósofo Karl Marx definia a
filosofia como crítica e transformadora da sociedade. Para ele, não basta
interpretar o mundo, é necessário compreender suas estruturas sociais e
contribuir para sua transformação. A filosofia, então, é um instrumento de
crítica da realidade e de reflexão sobre as condições de transformação da
sociedade. Para Nietzsche, filosofar significava questionar os valores que
orientam a existência humana. A filosofia seria uma atividade crítica que
questiona valores, verdades e formas estabelecidas de interpretar a existência.
Para ele, filosofar também envolve uma afirmação da vida e uma criação de novos
valores.
Edmund Husserl, fundador da fenomenologia, procurou transformar a
filosofia em uma investigação rigorosa da experiência e da consciência. Nesse
sentido, a filosofia seria a investigação rigorosa da experiência e dos modos
pelos quais os fenômenos se apresentam à consciência. Sartre definiu a
filosofia como uma reflexão crítica sobre a existência, a liberdade, a
responsabilidade e as escolhas humanas, enquanto Ludwig Wittgenstein apresentou
uma concepção diferente, para ele, muitos problemas filosóficos surgem porque
utilizamos a linguagem de maneira confusa. A tarefa da filosofia seria,
portanto, esclarecer o funcionamento da linguagem e dissolver determinados
problemas conceituais. Dessa maneira, a filosofia poderia ser definida como uma
atividade de esclarecimento da linguagem e dos conceitos que utilizamos para
pensar e falar sobre o mundo. A definição de Michel Foucault observava a
filosofia como uma prática crítica que questiona os regimes de verdade, as
relações de poder e os processos que constituem os sujeitos.
Considerações Finais
Alguns pensadores consideram a filosofia como sendo apenas uma forma de
conhecimento, porém outros estudiosos consideram a filosofia como uma
ciência. E ainda há outros tantos que
apontam que a filosofia seria o caminho entre o conhecer e o conhecido, ou
seja, uma ponte de elucidação da própria filosofia até seu resultado que seria
a ciência, portanto a ideia de filosofia transita entre os vários estágios de
conhecimento, podendo ser delimitada tanto como conhecimento em vias de
formação, tanto como ciência já produzida.
Para Gilles Deleuze e Félix Guattari, a filosofia é a arte de formar, de
inventar e de fabricar conceitos. A filosofia, mais rigorosamente, é a
disciplina que consiste em criar conceitos. Para Caio Prado Júnior, a filosofia
não pode ser reduzida a uma atividade baseada em especulações livres,
desprovidas de organização ou fundamentação. Ele descreve a filosofia como uma
modalidade de conhecimento caracterizada pelo rigor racional e pela análise
crítica. Sua particularidade está, sobretudo, em tomar o próprio conhecimento
humano como objeto de investigação. Nesse sentido, a filosofia pode ser compreendida
como uma reflexão sobre o saber, examinando suas bases, seus limites, seus
critérios de validade e os significados atribuídos aos diferentes conhecimentos
construídos pela humanidade.
Nessa perspectiva, a filosofia é o "conhecimento do
conhecimento". Seu papel é distinto, consiste em questionar criticamente
os fundamentos e as condições que possibilitam as diferentes formas de
conhecimento. A filosofia possui como uma de suas principais características a
investigação crítica do conhecimento humano. Enquanto as ciências particulares
concentram suas pesquisas em determinados objetos e aspectos da realidade, a
filosofia procura ultrapassar essas delimitações para analisar os fundamentos,
os métodos, os pressupostos e os critérios de validade do próprio saber. Portanto,
a filosofia exerce uma função crítica e reflexiva, voltada não apenas para
aquilo que conhecemos, mas também para a maneira como o conhecimento é
produzido, fundamentado e validado.
Fontes:
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando:
introdução à filosofia. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
BORNHEIM, Gerd. Introdução ao filosofar. Rio de Janeiro: Editora
Record, 1980.
BUZZI, Arcângelo. Introdução ao pensar: o ser, o conhecimento e a
linguagem. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.
CAMPBELL, Joseph. O herói de mil faces. São Paulo: Editora
Cultrix, 1997.
CARREIRA, José Nunes. Filosofia Antes dos Gregos. Lisboa:
Europa-América, 1994.
CHAUÍ, Marilena de Souza. Convite à filosofia. São Paulo: Editora
Ática, 2012.
COSTA, Matheus Oliva da. Filosofia Chinesa I: Textos Selecionados.
Série Investigação filosófica. Pelotas: Editora UFPle / Dissertation, 2022.
COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirta. Fundamentos da Filosofia. São
Paulo: Saraiva: 2010.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? Rio de
Janeiro: Editora 34, 1992.
HESSEN, Johannes. Teoria do Conhecimento. São Paulo: Martins
Fontes, 2003.
KENNY, Anthony. Uma Nova História da Filosofia Ocidental. Filosofia
Antiga. São Paulo: Edições Loyola, 2008.
LIBERA, Alain de. A Filosofia Medieval. São Paulo: Editora
Loyola, 1998
MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos
pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
MARTINS, Roberto de Andrade. Muṇḍaka Upaniṣad: o conhecimento de
Brahman e do Atman. São Paulo: LF Editorial, 2019.
PRADO JÚNIOR, Caio. O que é filosofia. São Paulo: Editora Brasiliense,
2005.
REALE, Giovani. História da filosofia. São Paulo: Editora
Paulinas, 2006.
RUSSELL, Bertrand. Os problemas da filosofia. Florianópolis:
NEL/UFSC Publicações, 2025.